A Aldina

“After you kids came along, your mother said something I didn’t really understand – she said, ’I look at the babies and I see myself as they’ll remember me.’ She said, ’It’s as if we don’t exist anymore, like we’re ghosts, like now we’re just there to be memories for our kids.’ Now I realize – once we’re parents, we’re just the ghosts of our childrens’ futures.”

Amantes de ficção científica como eu vão saber imediatamente que a frase anterior pertence ao Filme “Interstellar”… mas amantes ou não,vão todos ficar a pensar: “Mas que raio! Que faz isto aqui num blogue sobre bicicletas?”

Mas e quando não temos filhos? Quem fica por cá para nos recordar durante mais tempo?

O meu Tio “Zé do Queixo” e a minha Tia Aldina não tiveram filhos, e em substituição levaram aqui com o Pinto todas as tardes por mais de 10 anos sempre que acabava a escola.

Ainda me lembro dos lanches que o meu Tio Zé me preparava:
1 leite com Nesquik
7 pares de bolacha Maria com manteiga e um pedacinho de queijo de cabra por cima!(Acho que vem daqui a minha “paixão” por queijo 🙂

Ou os Almoços da minha Tia: O belo do bitoque com o ovo a cavalo!
Num desses dias do bitoque eu atrasei-me a chegar à casa dos meus Tios, a minha Tia já tinha o almoço feito então meteu tudo numa panelinha e tapou com uma tampa e um pano para conservar a temperatura. O que é que acontece às batatas fritas quando se abafam!? Ficam todas pegadas e moles!
Foi a melhor coisa que eu provei na vida até aquele dia! Nunca mais os bitoques foram iguais… o tacho vinha sempre para a mesa abafado! 🙂

Está na hora de a história se virar para as bicicletas não acham?

Reza a história que o meu Tio “Zé do Queixo” quando se casou foi para o registo de Almada a pedalar enquanto que a minha Tia foi de transportes públicos (raios!!!! devia ter feito o mesmo no meu casamento!)

Se fossem vivos ainda hoje, o meu tio teria cerca de 100 anos e a minha tia +- 90. Quando se casaram o meu Tio tinha 40 e poucos anos (ainda tenho de confirmar esta parte 🙂
Portanto fazendo as contas a “menina” que vos vou mostrar tem no mínimo 60 anos!

Não sei quase nada sobre a bicicleta (marca, ano) , mas tenho a chapa de matrícula e estou a tentar arranjar mais informações sobre a mesma.

Está quase há 3 meses em recuperação no Salva Biclas em Benfica… e há uns dias atrás o quadro chegou finalmente da pintura!

Apresento-vos a Aldina!

Vou continuar a actualizar o post durante o restauro 😉

Abraços!

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